Santo Antônio, sua história em minha vida

Santo Antônio, sua história em minha vida

No próximo domingo dia 13 de junho será celebrado a memória de Santo Antônio, um dos mais populares santos da Igreja Católica, somente no Brasil existe mais de 500 paróquias que o tem como padroeiro e é difícil encontrar alguma igreja que não tenha sua imagem.

Lembrando que a Sagrada Escritura e a Igreja Católica nos ensinam que somente Jesus é o mediador entre Deus e os homens. Porém os santos durante suas vidas procuraram viver imitando os ensinamentos de Jesus, vivendo uma vida de fé e oração e por estes motivos o Concílio Vaticano II ensina que “A Igreja proclama o mistério pascal realizado nos santos que sofreram e foram glorificados com Cristo e propõe os seus exemplos que atraem todos ao Pai por meio de Cristo, e por meio de seus méritos, implora os benefícios de Deus”.

Fernando de Bulhões, também conhecido por Santo Antônio ou Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, pois nasceu em Lisboa, em Portugal em 1195 e faleceu em Pádua, na Itália em 1231. Desde cedo sua vocação religiosa foi forte em sua formação, era de família rica, abriu mão de seus bens para se dedicar na compreensão das Sagradas Escrituras e no trabalho com os pobres.

Dos 15 aos 25 anos esteve no Seminário da Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, onde teve a oportunidade de aprofundar suas orações e a o conhecimento sobre a Sagrada Escritura. Muito querido por sua família e seus amigos que iam visita-lo, não conseguia se dedicar como desejava, assim que concluiu o curso de Filosofia foi transferido para Coimbra para o Mosteiro da Santa Cruz.

Sua vida mudaria para sempre com a visita e a história contada por 5 frades pobres que se preparavam para serem missionários no Marrocos, na África e eram de uma ordem fundada por Francisco de Assis, cuja experiência era viver na pobreza e nada possuir. Seu coração ficou profundamente marcado pela felicidade estampada nos rostos dos 5 frades ao partir para sua missão no Marrocos.

Em 1220 chegou a Portugal as relíquias dos cinco frades, missionários em Marrocos que tinham sido mortos pelo rei Miramolin por não suportar a insistência dos jovens frades em pregar o Evangelho. Este episódio tocou Fernando que desejou substitui lós, porém não seria possível como monge agostiniano. Algum tempo depois Fernando foi admitido na Ordem Franciscana e passou a se chamar Frei Antônio de Lisboa. Foi para Marrocos, porém lá adoeceu e teve que retornar para Portugal.

Era um grande orador e conhecedor da Palavra, em 1231 escreveu os “Sermões”. Realizou diversos milagres e dedicou sua vida à pregação aos mais pobres.

Morreu em 13 de junho de 1231 depois de entoar um hino à Nossa Senhora. Foi canonizado em menos de 1 ano pelo Papa Gregório IX, no dia de Pentecostes. Após 31 anos com a conclusão da basílica em sua honra, transportou-se os restos mortais de Santo Antônio para a basílica e para surpresa geral tudo havia virado pó, porém sua língua se manteve incorrupta.

Santo Antônio é muito conhecido pela devoção de alguns fiéis que acreditam ser o santo casamenteiro, por ajudar na sua época as jovens que não tinham dinheiro para pagar o dote. Para outros como o santo dos pobres, por sua caridade em vida gostava de ajudar os mais necessitados distribuindo pães, que se acreditam também no aumento da fartura e do amor aos mais pobres. Há alguns que o tem como intercessor pois tinha tanto amor a Jesus que buscava imita-lo. Como protetor das crianças por ser atribuído a ele a fundação da primeira creche ou abrigo para elas.

Santo Antônio é para muitos um convite a voltar ao Senhor e iniciar uma nova vida. Assim o foi para minha família.

Entrei na faculdade UPIS em 1999 estacionava meu carro dentro da Igreja Santo Antônio todos os dias e nunca entrava para assistir à missa ou apenas rezar. Em 2001 meu sobrinho foi atropelado por uma van, ficou muito ruim, internado por vários dias na UTI do Gama, certa tarde recebi no trabalho uma ligação da minha irmã desesperada pois o médico tinha informado que não tinha mais jeito, que era questão de horas, que não havia mais o que fazer para salvar a vida do meu sobrinho. Foi um baque muito grande, um momento de vazio e impotência. Neste dia para piorar tinha uma prova na faculdade de final de semestre, muito importante e única nota da matéria, não poderia faltar. Fui sem ter chão e nem cabeça. Ao chegar à Faculdade contei às minhas amigas, e Raquel uma amiga querida se prontificou de imediato para que fossemos à missa que ocorria naquele dia, quinta-feira na Igreja Santo Antônio, era coordenada pelo grupo carismático e traria algum alívio ao meu coração. Fizemos a prova e fomos para a missa, tinha uma pessoa da Renovação Carismática que foi ao meu encontro e pediu para falar comigo ao final da missa. Assim o fiz. Lembro de suas palavras até hoje “Santo Antônio tem um recado para seu sobrinho, você terá que falar no ouvido dele na UTI e não dizer a ninguém o que foi dito”. Me deu o recado e assim o fiz, consegui entrar na mesma noite na UTI do hospital, fiz o que foi pedido e jamais contei o que me foi dito. No dia seguinte, meu sobrinho Emerson estava não mais na UTI e sim no quarto sem qualquer aparelho ligado a seu corpo, para honra e glória do Senhor, pela intercessão de Santo Antônio que ouviu meu clamor e levou meu pedido a Jesus que foi misericordioso com minha família.

Meu sobrinho se recuperou completamente, casou e constituiu família, hoje ele, sua esposa e seus dois filhos são exemplos da intercessão e do agir dos Santos em nossas vidas com seus testemunhos.

Em novembro completará 20 anos deste milagre e desde então sou devota de Santo Antônio, que me trouxe para os braços do Pai, renovou a esperança de minha família e nos uniu na devoção a este Santo tão amado desde os mais humildes aos mais ricos.

Fonte: (Sobre a história de Santo Antônio retirado do livro “Devocionário a Santo Antônio, 5ª edição da Canção Nova)

 Egmar Dantas 

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